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Clipping – Gaúcha ZH - Gaúchos passam mais tempo casados do que a média nacional
No país, os casais permanecem unidos oficialmente, em média, por 14 anos. No Rio Grande do Sul, a duração do casamento passa dos 16 anos
Os gaúchos estão no topo da lista brasileira de quem mantém, em média, o casamento por mais tempo. De acordo com as Estatísticas do Registro Civil 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta quarta-feira (31), o tempo entre o casamento e a escritura (ou sentença) do divórcio no Rio Grande do Sul é de 16,7 anos. Trata-se da vice-liderança nacional, só perdendo para o Piauí, onde os casais encostam em 18 anos de união oficial: 17,9.
Nos últimos 10 anos, no Brasil e no Estado, esse período de casamento caiu. Nacionalmente, de 17,5, foi para 14 anos. Entre os gaúchos, em 2007, a relação chegava a 19,3 anos, em média – queda de mais de dois anos em uma década.

E se o casamento fica menor, outro dado aparece confirmado pelo IBGE: crescimento dos divórcios. Em 2017, a pesquisa apurou 373.216 divórcios no Brasil concedidos em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais, 8,3% a mais do que em 2016. Entre os gaúchos, o aumento de um ano para o outro foi menor: 1,54% (de 15.309, em 2016, para 15.544, em 2017). Os números confirmam o que profissionais que lidam com frustrações amorosas sentem todo dia nos consultórios.

– Observamos, mesmo, muitas rupturas. As pessoas tentam lidar, cada vez menos, com as frustrações dentro da relação. E a saída para isso é romper com o relacionamento. A frustração dentro do casamento sempre existiu. É que, de anos para cá, a solução para isso tem sido a separação – diz a psicóloga especialista em relacionamentos afetivos Camila Moura.

Decisão e consequências
Ela explica que o peso do compromisso assumido com o parceiro ou parceira caiu muito nas últimas décadas. E, mais do que com o outro, a obrigação maior dos cônjuges parece ser consigo mesmo. Nesse cenário, não sofrendo mais condenação por parte da sociedade, as pessoas se sentem à vontade para terminar a relação. Mas aí entra uma questão importante para a psicóloga: as consequências dessa realidade.

– Tudo tem uma consequência. Porque se esquece de construir algo com o outro, de estabelecer uma comunicação. Todos temos voz, temos mais meios de nos comunicar, mas parece que falta essa habilidade nos casais. Qual o custo disso para a vida psicológica? – reflete Camila.

Já o casamento entre pessoas do mesmo sexo cresceu 10% no Brasil em 2017 na comparação com 2016. No ano passado, foram registradas em cartórios 5.887 uniões de pessoas do mesmo sexo. Os gaúchos seguiram a tendência de crescimento do país, com salto de 13,18% de 2016 (220) para 2017 (249). No RS, o aumento se deve mais às uniões entre homens, que de 89 passaram para 121 (36%). Os números podem ser ainda maiores em 2018, segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado (Arpen-RS).

– O Rio Grande do Sul foi um dos primeiros Estados a aceitar e a implementar o registro da união homoafetiva. Sentimos que neste ano haverá um salto ainda maior. Era uma demanda que estava reprimida – diz o presidente da Arpen-RS, Arioste Schnorr.

Tempo médio de duração do casamento
- Brasil: 14 anos
- Rio Grande do Sul: 16,7 anos (2ª maior duração do Brasil – no Piauí, é de 17,9 anos)

Casamento de pessoas do mesmo sexo
Entre homens: 2,5 mil (Brasil) e 121 (RS)
Entre mulheres: 3.387 (Brasil) e 128 (RS
Fonte: Estatísticas do Registro Civil 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Fonte: Gaúcha ZH

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