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Clipping – O Globo – IBGE revisa projeções e prevê crescimento da população brasileira até 2047
Nova metodologia corrigiu dados de fecundidade no país

RIO - O IBGE divulga nesta quarta-feira a revisão da estimativa demográfica dos padrões de crescimento da população brasileira. A nova Projeção de População utiliza metodologia mais precisa e revisa os números de 2013. Entre as principais conclusões, foi detectada uma subavaliação da curva da taxa de fecundidade no país, o que deverá adiar em quatro anos o ponto em que a população brasileira parará de crescer e começará a diminuir.

Em 2013, foi estimado que o número de mortes a cada ano superasse o de nascimentos em 2043, e agora a nova projeção é que isso ocorra apenas em 2047, quando a população brasileira já terá ultrapassado a marca de 233 milhões de pessoas. Os cálculos indicam a partir daí uma queda que reduzirá o número de brasileiros até 228 milhões em 2060.

Agora passamos a fazer um pareamento entre os dados do ministério da Saúde e os do sistema de registro civil do IBGE. São dados complementares, e que nos deram uma precisão maior em relação ao número de nascidos no Brasil - explica o demógrafo do IBGE Marcio Minamiguchi, um dos técnicos que participaram do trabalho. - Com a melhoria dos dados, podendo acompanhar ano a ano, observamos que em alguns estados do Sul e do Sudeste, ja desde o final de década de 2000, houve uma estabilização da queda da taxa de fecundidade, e até uma ligeira recuperação em alguns casos. Assim, atualizamos para cima a taxa de fecundida projetada, o que afetou o momento em que a população vai diminuir em vez de continuar crescendo.

O demógrafo explica que em alguns estados com maior nível de desenvolvimento, a principal diferença em relação à fecundidade não é quanto ao número de filhos por família, mas sim na idade mais tardia em que as mães costumam dar à luz.

Uma outra projeção importante desse trabalho do IBGE indica um crescimento da chamada "razão de dependência" da população - a soma de crianças de até 14 anos e idosos acima de 65 sobre o total da população economicamente ativa (entre 15 e 64 anos). Atualmente, esta razão de dependência é de 44%,ou seja, para cada 44 brasileiros na faixa etária da infância ou de idosos, há 100 na faixa economicamente ativa. A previsão é que em 2060 esta taxa chegue a 67%. Neste ano, um quarto da população (25,55) terá mais de 65 anos.

O IBGE projetou ainda a evolução da idade média da população brasileira, atualmente em 32,6 anos.

Fonte: O Globo

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