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Clipping – G1 - Jovem consegue colocar o nome da madrasta junto com o da mãe biológica na CNH
Raiane Carrijo e as três irmãs perderam a mãe quando eram muito novas. O pai delas se casou com Inácia Viana, que cuidou e conquistou o amor das enteadas.
A pós um mês de impasse, a bacharel em direito Raiane Karuelle Maia Carrijo, de 23 anos, conseguiu incluir o nome da madrasta junto com o da mãe dela na Carteira Nacional de Habilitação. A demora, segundo a jovem, ocorreu porque não havia espaço para colocar os dois nomes no documento.

“Preferem só lidar com o problema quando o problema acontece do que se prevenir. Você chega lá e os próprios servidores estão de mãos atadas, não foram treinados para isso”, disse a jovem à TV Anhanguera.

Raiane e as três irmãs perderam a mãe biológica, Aldaiza Maia da Silva Viana, de 43 anos, em virtude de um infarto, há 15 anos, quando elas eram crianças. Cinco anos depois, o pai das meninas, o professor Edson Lucas Viana, de 60 anos, se casou com a enfermeira Inácia Araújo Silva Viana, de 49 anos.

Na época, foi um choque para as meninas. “Meu pai chegou em casa com a Inácia, sentou a gente na sala e disse: ‘Minhas filhas, vou contar uma novidade, estamos namorando’. Saí da sala, fui para o meu quarto e comecei a chorar”, se recorda Raiane.

Apesar do susto inicial, Inácia ganhou o amor das enteadas. “A gente fala que da nossa mãe biológica a gente nasceu da barriga e da Inácia, do coração. Ninguém substitui ninguém, mas ela soma de uma maneira tão linda, tão própria, que a gente, de fato, tem duas mães”, disse a advogada Anauara Maia Carrijo Viana, de 29 anos.

Devido ao carinho pela enfermeira, as jovens recorrerem, em 2016, ao Poder Judiciário para incluir o nome das duas mães nos documentos. “Entramos com uma ação de maternidade sócioafetiva, culminada com alteração do registro de nascimento de modo que mantivesse o nome da nossa mãe biológica e acrescentasse o nome da nossa mãe socioafetiva, foi um desafio porque era uma novidade até para o Judiciário compreender o que a gente queria”, explicou Anauara.

Em março deste ano, as irmãs conseguiram adicionar o nome de Inácia nos seus registros. O gesto emocionou a enfermeira.

“Não tem palavras que consigam demonstrar o que é ver o meu nome ali. É simplesmente a concretização do amor”, disse a madrasta.

Impasse da CNH
Apesar da autorização judicial, Raiane não conseguiu alterar os dados da CNH quando foi renová-la, em 24 de abril. A jovem preferiu ficar sem dirigir a pegar o documento sem o nome da madrasta.

Na época, o Departamento Estadual de trânsito de Goiás (Detran-GO) informou que encaminharia o pedido de Raiane ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), pois “cabe ao órgão nacional a validação do campo de inclusão para demais filiação”.

Em 14 de maio, o Denatran informou que “não há espaço para acrescentar outro nome no campo destinado. O que pode ocorrer é a abreviar os nomes para constarem os dois, de acordo com o solicitado pelo condutor”.

Assim, Raiane abreviou os nomes da mãe e da madrasta e conseguiu colocá-los na CNH, que recebeu apenas no último dia 6 de junho. “Eu dei sorte que o nome coube, mesmo que um pouco abreviado, mas deu certo”, comemorou.
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Fonte: G1

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